Gaivota com necessidades especiais

          Durante o café da manhã em Rotorua (New Zealand), observamos na mesa ao lado da nossa, várias gaivotas saboreando sobras de alimento.

          Mas uma gaivota em particular, chamou a nossa atenção… Ela era cotó! …  não precisava de muletas e pulava em uma só patinha como se estivesse coriografada para uma apresentação de balé. Quando desequilibrava, a asa oposta a pata mutilada abria discretamente para que ela pudesse recuperar o equilibrio. Disputava o alimento com as demais de igual para igual e estava rodeada pelas companheiras.    Quando alçaram  vôo, a sua patinha cotó em nada ofuscou a bela anatomia da sua trajetória  descrita no ar!

          Observando–a, pensei nos seres humanos. Quantas pessoas por apresentarem alguma diferença, são abandonadas por seus pares e desistem de disputar de igual para igual seu alimento. Permitem que sua patinha cotó  impeça o seu alçar vôo e  ofusque a sua trajetória pela vida, na busca e na luta por seus objetivos.

          Pense na gaivota cotó.

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A criatividade, hilária e inteligente de um brasileiro…

              (dizem que foi verídico)

      Um contribuinte teve sua declaração rejeitada pela Receita Federal porque, aparentemente, respondeu a uma das questões incorretamente.

          Em resposta à pergunta “Você tem dependentes?” o homem escreveu: – 40.000 imigrantes ilegais, 10.000 viciados, 150.000 funcionários públicos, 150.000 criminosos em nossas prisões, além de uma porrada de políticos em Brasília e nos municípios.

          A Receita afirmou que o preenchimento estava inaceitável.

          A resposta do homem à Receita foi: –De quem foi que eu me esqueci?

 

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Imitando a natureza

          Em novembro de 2012 tivemos em São Caetano do Sul uma forte chuva de granizo. Tinhamos  plantado o nosso pé de maracujá doce. Suas folhas de um verde ímpar, grandes, mostravam que a trepadeira  ia se tornar majestosa e proporcionar além dos deliciosos frutos, uma sombra maravilhosa. Mas naquele final de tarde de novembro, eu chorei de tristeza. Quase tudo estava destruído… as folhas foram rasgadas em dezenas de pedaços de pura desolação.

 

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          Em março de 2013, após uma recuperação assombrosa, nosso pé de maracujá doce mostrava o garbo de suas flores!!! Elas são tão lindas, mas tão lindas que eu não encontro adjetivos que possa enaltece-las !!!!

         Em maio, do interior das  lindas flores apareceram os frutos … Houve a cooperação do sol, da chuva, dos pássaros, dos incetos e da nossa admiração diária!

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          E assim é a nossa vida… plantamos sonhos e expectativas… do nada aparece uma chuva de granizo e nós achamos que está tudo perdido. As folhas estragadas substituimos por folhas novas e mais resistentes e mostramos para a vida que ela pode acreditar em nós. Do interior das nossas flores/sonhos vai nascer os frutos das nossas ações.

          E assim vamos construindo nosso caminhar… com a ajuda do sol, dos amigos, da chuva…

Promessas cumpridas: cozinhar, deixar de dirigir e fazer exercício físico

Após a aposentadoria, queria resgatar coisas simples da vida e transforma-las em felicidade genuína, felicidade de raiz. Tinha em mente fazer pelo menos 3 coisas diariamente : cozinhar, deixar de dirigir e fazer exercício físico.

O ato de preparar os alimentos invoca em mim todos os sentidos. Pensar no cardápio, escolher  os ingredientes, senti-los, combinar os sabores,  visualizar suas formas originais e no que eu os transformei,  ouvir a sonoridade e sentir o odor durante sua preparação, constitui momentos de felicidade. Mas, o momento maior, aquele que valeu a pena ficar algumas horas diante do fogão, é quando alguém vai degustar os alimentos e sente aquele profundo prazer em estar simplesmente almoçando ou jantando.

Como é maravilhoso fazer do almoço e do jantar ocasiões especiais todos os dias.

Eu comparo o ato de cozinhar ao ato de fazer amor…é preciso invocar todos os sentidos!!!! e para aqueles que não são aposentados é preciso abrir algum espaço na agenda da vida sob pena de não viver estes momentos!!!

Geralmente nossos jantares e o café da manhã dos finais de semana, são preparados no fogão a lenha. Este é um momento mágico, pois tudo é mais demorado, mais dengoso, em que todos os sentidos são mais exigidos porque não existe botões. O calor é diretamente administrado pelo conhecimento do tempo de cozimento e/ou aquecimento dos alimentos. Fogão a lenha , panela de barro e de ferro, constituem a música clássica da cozinha e o encantamento poético da cozinheira. O fogão a lenha nos ensina a ter paciência e saber o momento de  acender ou apagar o fogo, ou reacender a chama…. assim como na vida ou nos relacionamentos.

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Na verdade, as refeições elaboradas com todo este carinho, amor e tesão é a desculpa perfeita para reunir os pensamentos, identificar as idéias e conhecer os feitos diários daqueles que admiramos e somos apaixonados.

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