Amigos virtuais

          Quando era criança tinha alguns amigos virtuais, na época conhecidos como imaginários. Como fui filha “temporona”, os interesses dos meus irmãos não coincidiam com os meus. Passava horas brincando e conversando com meus amigos que tinham nome, opinião e podiam ser clicados na e da minha imaginação a hora que eu quisesse. Eu podia curtir, comentar e/ou compartilhar. Tive um amigo real, meu cachorro Rex, um fox que falava e estava presente em todas as minhas brincadeiras… quando trocava de roupa nas minhas bonecas, trocava nele também. Meu mundo imaginário fazia parte da minha vida mas não era a minha vida. Este mundo equilibrou a minha infância!

          Há algum tempo tenho amigos virtuais  nas redes sociais, sendo que alguns eu conheço pessoalmente, outros não conheço, outros ainda, eu não os vejo há décadas. Mas eles possuem uma importância ímpar e relevante na minha vida! Sinto uma alegria genuína em curtir,comentar e /ou compartilhar as viagens, a família, o nascimento de um neto, de um filho,o aniversário, as opiniões, fotos,etc. Alegria igual eu sinto, quando fazem o mesmo com as minhas publicações. Tenho amigos virtuais que jogam comigo há mais de 3 anos, auxiliando diariamente na execução de tarefas e na obtenção dos objetivos dos jogos.  Para mim é uma terapia!!! As redes sociais e os amigos virtuais fazem parte da minha vida mas não são a minha vida.

          Me surpreendi ao ler no caderno de saúde da folha de São Paulo (13/08/13), um estudo realizado na Universidade de Michigan(EUA) pelo psicólogo Ethan Kross que monitorou 82 pessoas durante duas semanas que usaram o Facebook. Os resultados sugeriram que o uso do Facebook estava relacionado à tristeza e à ansiedade. Diz a publicação que este estudo reproduziu resultados vistos em outros experimentos de psicologia (Hui-Tzu Grace Chou – Universidade de Utah – Eles são mais felizese têm vidas melhores que a minha), mas foi o primeiro a eliminar a possibilidade  de as alterações de humor estarem associadas a fatores externos não controlados.

          Na minha opinião, as redes sociais mostram tendências de personalidade e caráter dos seus participantes por meio das suas publicações e dos seus comentários. Como na vida real, encontramos pessoas que se alegram com nossas conquistas e nossas vitórias sendo solidárias nas nossas perdas e encontramos àquelas, que não vibram com nossa felicidade e se alegram no íntimo com nossos infortúnios.

          Quero agradecer aos amigos virtuais  que me aceitaram como amiga e fazem parte do meu dia-a-dia, desejando que eles postem maravilhosas fotos, deslumbrantes viagens, participem dos meus jogos, peçam orações nos momentos difícies, manifestem suas opiniões…. pois ao contrário dos estudos, quando estou no Facebook, meu humor  fica melhor do que já é! Este mundo virtual equilibra o meu cotidiano!  Winking smile

 

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São Caetano do Sul e seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal -IDHM

          São Caetano do Sul, SP, cidade que representa o C da região do ABC, é líder no ranking das cidades mais bem posicionadas no IDHM, posição que mantém desde 2000, e deve o seu crescimento à indústria automobilística (Folha de São Paulo, 30/06/13).

          A partir do relatório de 2010, o IDH combina três dimensões:

          Moradora há 7 anos nesta cidade de 15,3 kilometros quadrados, tenho aproveitado as boas condições de vida que ela oferece. Ela tem a vantagem de estar muito próxima à São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo…. Logo, o que não encontramos aqui, temos acesso nestas cidades. Mas, sob o meu ponto de vista, isto torna-se uma desvantagem, pois determinadas coisas não acontecem aqui, exatamente pela proximidade destas cidades maiores.

        Florianópolis, das capitais, é a que  possue o maior IDH, e entre os municípios brasileiros fica em terceiro lugar, superada por São Caetano do Sul e Águas de São Pedro (Folha de São Paulo, 30/06/13). Posições estas, mantidas também desde o ano 2000.

          Se alguém me perguntasse em qual cidade eu gostaria de morar… eu diria: – Não me importo em morar em uma cidade que tem o terceiro IDH do Brasil.. Tem praia? Tem vento sul? Tem as 4 estações do ano? Posso ver o nascer e o pôr do sol? Tem boteco em que eu posso tomar uma gelada ouvindo o barulho do mar?  Alguém me diria… Vai morar no Butão. Lá a Felicidade Interna Bruta (FIB) , baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente.

Os Pilares da FIB

  • Promoção de um desenvolvimento socio-económico sustentável e igualitário
  • Preservação e promoção dos valores culturais
  • Conservação do meio ambiente natural
  • Estabelecimento de uma boa governança (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).

          A boa notícia é que o site do primeiro indicador de bem-estar e felicidade no Brasil foi lançado em 13/03/2013, pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV)  em parceria com o Movimento Mais Feliz e a rede social MyFunCity. O Well Being Brazil (WBB), como será chamado o Índice de Bem-Estar Brasil, vai medir o nível de satisfação do brasileiro.

       O indicador será formado pelo um tripé: cidadão, Poder Público (que inclui também as políticas públicas de empresas privadas que interferem na vida do cidadão) e a percepção do cidadão sobre tudo o que o rodeia. (Elaine Patricia Cruz, Repórter da Agência Brasil).  Segundo esta mesma agência,  a divulgação do índice de Bem-Estar Brasil está prevista para dezembro.

          Quando isto acontecer, teremos mais clareza sobre as localidades brasileiras que oferecem uma qualidade de vida que leva em conta também o indicador de bem- estar e felicidade do ser humano.

          Os pilares que sustentam a minha felicidade Interna Bruta em São Caetano do Sul,  é viver com o grande amor da minha vida, ter meus filhos próximos e realizados, conversar com os amigos, ver do meu quintal a  a lua nascendo e iluminando a parreira de maracujá doce, a salsa, a cebolinha, o orégano, hortelã, alecrim, as orquídias ….

          Não consigo ver o sol nascendo, mas vejo os efeitos coloridos dos seus raios no céu. O pôr do sol? Só quando um casal de amigos me convida para ir no seu apartamento no décimo quarto andar! É uma delícia, pois dempre rola uma gelada e um bom papo! Meu mar? Uma jacuzzi quentinha e cheia de efeitos luminosos!

          O que eu quero dizer, é que a verdadeira felicidade  humana  surge quando o desenvolvimento espiritual suplanta ou  pelo menos se iguala ao desenvolvimento material!!  Devemos  mesclar o nosso olhar para a vida com uma razão emocionada e levar as ferramentas da felicidade para os lugares aonde vamos. Se temos as ferramentas, fica mais fácil construir  nossa felicidade nos diferentes lugares !                                       

Pôr do sol em São Caetano do Sul, SP

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No Dia dos pais , dê um presente ao seu Pai do Coração

          Quando nos unimos a alguém e planejamos ter filhos, deveríamos analisar o potencial desta pessoa como nosso companheiro e também o seu potencial para ser um pai presente. Caso o relacionamento terminasse, o marido saía de cena mas o pai estaria para sempre na vida dos filhos.

          Porém, diante de diversas variáveis, algumas vezes não  analisamos, outras nos equivocamos, e por fim além do término do casamento, em alguns casos os filhos ficam órfãos de pai vivo.

          Mas a vida é maravilhosa… IMG_5259IMG_5260IMG_5268IMG_5269IMG_5271IMG_5272

         … ela acaba reunindo pessoas que gostariam de ter um pai, pessoas que gostariam de ter filhos e uma mãe que gostaria de ter uma família completa!!!! Assim nascem as diferentes famílias, estas…  unidas pelo coração!!!!

Religião vs Religiosidade

          Durante a visita do Papa e após ler as manifestações nas redes sociais, voltei a pensar sobre o que significa para mim, ter uma  religião e o que significa ter religiosidade.

          Nasci em uma família católica tendo como mãe uma mulher que tinha uma fé inabalável, como ela própria dizia. Após iniciar meus estudos no Educandário Imaculada Conceição, fui “apresentada” à aquela que seria a minha companheira de todas as horas da minha vida, A Madre Paulina, hoje Santa Paulina. Foi ela quem fundou meu colégio e sua história e exemplos eram repassados para nós, no cotidiano de nossa vida escolar.

          Durante o segundo grau estudei no Colégio Catarinense,  fundado por jesuítas que durante muitas décadas foi  destinado somente ao ensino do genero masculino. A minha turma inaugurou as turmas mistas.

          Na universidade, durante a primeiras fases tínhamos aulas de Ética, ministrado por um padre, porém não havia mais  aulas de ensino religioso.

           Hoje, recordando toda esta minha convivência com a religião católica, reconheço a sua importância na minha vida , principalmente por desenvolver em mim, desde os primórdios, a capacidade de questionamento. Porém, o que eu nunca questionei foi a minha fé. Ela explica, me ampara, me acalma, me preenche, enfim ela é indissociável do meu viver. Ela não interfere no meu lado científico, não me separa de pessoas, não me marginaliza e não me faz tomar atitudes hipócritas.

           Faz muito tempo que não posso pertencer a Igreja Católica, pois sou divorciada, ensinei meus filhos a usarem camisinha , vivo a muitos anos com um homem sem ser casada, não consigo aceitar que a mãe de Jesus o concebeu de forma diferente daquela na qual eu concebi meus filhos, não aceito que sexo esteja relacionado com sujeira, não aceito “culpas e pecados” e a homossexualidade não me traria nenhum embaraço social ou de princípios,etc, etc.

          A minha compreenção sobre as várias religiões é muito clara…. uma não pode fazer transfusão de sangue, a outra não pode cortar o cabelo, a outra não pode usar camisinha e asssim por diante. Na minha fé tudo isto é irrelevante! 

          Mas eu penso que eu só posso pertencer a um grupo quando eu aceito as regras deste grupo…. ora, se eu não aceito ou não sigo parte ou o todo deste grupo…. eu não posso fazer parte dele.  Simples assim… mas é importante  ressaltar, que as vezes que vou a Igreja, quando comungo, quando converso com o Criador por meio da Madre Paulina, eles nunca perguntaram se eu era casada, separada, se usava camisinha, se era gay…. mas já vi e ouvi duas católicas discutindo se filhos de pais separados tinham o direito de fazer a primeira eucaristia… sendo que uma delas tinha um irmão que vivia há muitos anos com um companheiro.

          Não tenho religião, mas tenho religiosidade e muita fé!

          O meu oratório está se transformando num culto ecumênico, onde o respeito às diferenças é mantido, para que possamos cada vez mais nos assemelhar!

 

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