Gaivota com necessidades especiais

          Durante o café da manhã em Rotorua (New Zealand), observamos na mesa ao lado da nossa, várias gaivotas saboreando sobras de alimento.

          Mas uma gaivota em particular, chamou a nossa atenção… Ela era cotó! …  não precisava de muletas e pulava em uma só patinha como se estivesse coriografada para uma apresentação de balé. Quando desequilibrava, a asa oposta a pata mutilada abria discretamente para que ela pudesse recuperar o equilibrio. Disputava o alimento com as demais de igual para igual e estava rodeada pelas companheiras.    Quando alçaram  vôo, a sua patinha cotó em nada ofuscou a bela anatomia da sua trajetória  descrita no ar!

          Observando–a, pensei nos seres humanos. Quantas pessoas por apresentarem alguma diferença, são abandonadas por seus pares e desistem de disputar de igual para igual seu alimento. Permitem que sua patinha cotó  impeça o seu alçar vôo e  ofusque a sua trajetória pela vida, na busca e na luta por seus objetivos.

          Pense na gaivota cotó.

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