Promessas cumpridas: cozinhar, deixar de dirigir e fazer exercício físico

Após a aposentadoria, queria resgatar coisas simples da vida e transforma-las em felicidade genuína, felicidade de raiz. Tinha em mente fazer pelo menos 3 coisas diariamente : cozinhar, deixar de dirigir e fazer exercício físico.

O ato de preparar os alimentos invoca em mim todos os sentidos. Pensar no cardápio, escolher  os ingredientes, senti-los, combinar os sabores,  visualizar suas formas originais e no que eu os transformei,  ouvir a sonoridade e sentir o odor durante sua preparação, constitui momentos de felicidade. Mas, o momento maior, aquele que valeu a pena ficar algumas horas diante do fogão, é quando alguém vai degustar os alimentos e sente aquele profundo prazer em estar simplesmente almoçando ou jantando.

Como é maravilhoso fazer do almoço e do jantar ocasiões especiais todos os dias.

Eu comparo o ato de cozinhar ao ato de fazer amor…é preciso invocar todos os sentidos!!!! e para aqueles que não são aposentados é preciso abrir algum espaço na agenda da vida sob pena de não viver estes momentos!!!

Geralmente nossos jantares e o café da manhã dos finais de semana, são preparados no fogão a lenha. Este é um momento mágico, pois tudo é mais demorado, mais dengoso, em que todos os sentidos são mais exigidos porque não existe botões. O calor é diretamente administrado pelo conhecimento do tempo de cozimento e/ou aquecimento dos alimentos. Fogão a lenha , panela de barro e de ferro, constituem a música clássica da cozinha e o encantamento poético da cozinheira. O fogão a lenha nos ensina a ter paciência e saber o momento de  acender ou apagar o fogo, ou reacender a chama…. assim como na vida ou nos relacionamentos.

IMG_5091IMG_5092IMG_5093

Na verdade, as refeições elaboradas com todo este carinho, amor e tesão é a desculpa perfeita para reunir os pensamentos, identificar as idéias e conhecer os feitos diários daqueles que admiramos e somos apaixonados.

Continue reading »

Aposentadoria – a segunda chance de liberdade! A primeira foi a infancia!

Passei a vida estudando, escrevendo teses,dissertações, artigos para publicação, preparando aulas, re-preparando-as nos parâmetros dos avanços da informática e fui paulatinamente me distanciando deste cotidiano maravilhoso.
O hábito de observar atentamente o cotidiano e embebedar-me com suas loucas mudanças fez de mim uma criança feliz e hoje me faz uma velha criança feliz. O meu sentimento de plenitude não vem dos bens que adquiri, do conhecimento que dominei, do sucesso profissional que tive, dos filhos que criei.

A plenitude vem da criança que fui e o que vivi!