Gaivota com necessidades especiais

          Durante o café da manhã em Rotorua (New Zealand), observamos na mesa ao lado da nossa, várias gaivotas saboreando sobras de alimento.

          Mas uma gaivota em particular, chamou a nossa atenção… Ela era cotó! …  não precisava de muletas e pulava em uma só patinha como se estivesse coriografada para uma apresentação de balé. Quando desequilibrava, a asa oposta a pata mutilada abria discretamente para que ela pudesse recuperar o equilibrio. Disputava o alimento com as demais de igual para igual e estava rodeada pelas companheiras.    Quando alçaram  vôo, a sua patinha cotó em nada ofuscou a bela anatomia da sua trajetória  descrita no ar!

          Observando–a, pensei nos seres humanos. Quantas pessoas por apresentarem alguma diferença, são abandonadas por seus pares e desistem de disputar de igual para igual seu alimento. Permitem que sua patinha cotó  impeça o seu alçar vôo e  ofusque a sua trajetória pela vida, na busca e na luta por seus objetivos.

          Pense na gaivota cotó.

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Imitando a natureza

          Em novembro de 2012 tivemos em São Caetano do Sul uma forte chuva de granizo. Tinhamos  plantado o nosso pé de maracujá doce. Suas folhas de um verde ímpar, grandes, mostravam que a trepadeira  ia se tornar majestosa e proporcionar além dos deliciosos frutos, uma sombra maravilhosa. Mas naquele final de tarde de novembro, eu chorei de tristeza. Quase tudo estava destruído… as folhas foram rasgadas em dezenas de pedaços de pura desolação.

 

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          Em março de 2013, após uma recuperação assombrosa, nosso pé de maracujá doce mostrava o garbo de suas flores!!! Elas são tão lindas, mas tão lindas que eu não encontro adjetivos que possa enaltece-las !!!!

         Em maio, do interior das  lindas flores apareceram os frutos … Houve a cooperação do sol, da chuva, dos pássaros, dos incetos e da nossa admiração diária!

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          E assim é a nossa vida… plantamos sonhos e expectativas… do nada aparece uma chuva de granizo e nós achamos que está tudo perdido. As folhas estragadas substituimos por folhas novas e mais resistentes e mostramos para a vida que ela pode acreditar em nós. Do interior das nossas flores/sonhos vai nascer os frutos das nossas ações.

          E assim vamos construindo nosso caminhar… com a ajuda do sol, dos amigos, da chuva…

Aposentadoria – a segunda chance de liberdade! A primeira foi a infancia!

Passei a vida estudando, escrevendo teses,dissertações, artigos para publicação, preparando aulas, re-preparando-as nos parâmetros dos avanços da informática e fui paulatinamente me distanciando deste cotidiano maravilhoso.
O hábito de observar atentamente o cotidiano e embebedar-me com suas loucas mudanças fez de mim uma criança feliz e hoje me faz uma velha criança feliz. O meu sentimento de plenitude não vem dos bens que adquiri, do conhecimento que dominei, do sucesso profissional que tive, dos filhos que criei.

A plenitude vem da criança que fui e o que vivi!